Que bom que meu natal foi bom!
Fiquei muito feliz que, depois de muitos anos de natais totalmente esquecíveis, este último tenha sido animado, mesmo com tantas desavenças, estupidez e infantilidade na minha família. O natal foi bom, APESAR de tudo.
E confesso que eu já tinha perdido as esperanças disso acontecer. Já estava preparando mentalmente, semanas antes do dia 25, uma postagem impactante sobre o meu possível natal deprimente. Principalmente após ler o livro "Amor é Prosa Sexo é Poesia" do Arnaldo Jabor. Em um dos seus textos, ele fala sobre seu natal. É impressionante como me identifiquei com este texto. Parece até que a família Jabor e a família Oliveira se confundiam nas linhas do texto. Porém, aquela postagem deprimente que eu estava imaginando há algum tempo ficará para uma outra hora.
Diz o ditado que "após a tempestade vem a calmaria". No caso da minha família, porém, "após a calmaria veio a tempestade". Não posso dizer que não era previsível. Muito pelo contrário. Acho mesmo que alguma decisão drástica teria que ser tomada. Como já disse no começo desta postagem, minha família é estúpida demais para resolver problemas de forma pacífica. As pessoas precisam se lembrar que as palavras têm peso. É preciso parar de colocar a culpa nos outros e assumir as responsabilidades pelos seus atos. Uma pessoa extremamente importante para mim passará por uma mudança radical a partir de agora. Se essa mudança será positiva ou negativa, só o tempo dirá.
Espero que todos tenham tomado a decisão correta. Não tenho muito o que dizer. É só isso: Boa sorte!
Boa Sorte!
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Pessoal às 13:52 0 Comentários
Silêncio
Quando foi a última vez que você ouviu o silêncio?
Em meio a tantos barulhos, ficamos reféns dos sons.
São carros que passam, MP3 que não pára de tocar, toq
ues irritantes de celular, cachoros que latem, pessoas que sentem a necessidade de falar a todo momento sem um segundo de descanso , televisores que insistem em permanecer ligados, bebês chorando, telefone tocando...
Dos nossos cinco sentidos, a audição é a mais rebelde. Não temos controle sobre ela. Fernanda Young disse em uma de suas entrevistas que todos somos estuprados pelos nossos ouvidos. Os sons nos violam o tempo inteiro.
Será mesmo que o silêncio existe?
Não seria esta mais uma das inúmeras fantasias criadas pelo homem?
Você já ouviu o silêncio?
Obs - Fiz a matrícula na PUC!!!!
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Opinião às 18:40 3 Comentários
O Menino que Andava Sozinho
O menino acordou.
Olhou para sua roupa. Percebeu que estavam sujas e rasgadas, como as de um menino de rua. Ele começou a andar. Alguns minutos depois, olhou para os lados. Percebeu que não conhecia ninguém e, quase instantaneamente, percebeu que não se conhecia. O menino não sabia seu próprio nome, nem o motivo de estar a esmo vagando pela rua.
O menino começou a ficar desesperado. Não porquê ele não conhecia ninguém, mas sim, porque ninguém o conhecia. Ele estava desesperado porque se descobriu só.
O menino começou a chorar silenciosamente. E enquanto chorava, foi percebendo coisas. Ele ficou impressionado com a quantidade de carros que passava pela avenida e pela quantidade de pessoas que passavam pela calçada. Ele percebeu que nenhuma das pessoas da calçada ou dos motoristas da avenida olhavam para ele. O menino viu um homem nervoso esbravejando para um celular. Viu vários motoristas dirigindo, provavelmente, para seus respectivos trabalhos. Viu casais andando abraçados ou de mãos dadas. Viu outros meninos de rua. Foi aí que percebeu outra coisa. O homem ao celular também estava sozinho, assim como os motoristas da avenida e os outros meninos de rua. Até os casais, apesar de juntos, estavam sozinhos, cada qual com a sua própria e intransferível individualidade. Por mais egoísta que aquilo fosse - e o menino sabia que era - a solidão das outras pessoas o acalmou. Ele descobriu que não estava sozinho em sua solidão. Descobriu que todos estavam sós. Descobriu que todos compartilham uma solidão velada.
O menino então se acalmou. Continuou sozinho. Mas ele sabia de sua solidão. Ao contrário das outras pessoas. Elas não sabiam. Pobres e ignorantes pessoas. Tão ocupadas com o trânsito, trabalho, e com o movimento, que se esquecem de olhar para o lado. Elas não percebem a vida, percebem apenas a sua própria existência.
O menino percebeu que estava com sono. Deitou no chão, e teve um sonho lindo. Ele sonhou que andava numa ilha... sozinho.
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Conto/Crônica às 17:38 5 Comentários
Entre Salivas e Secreções
Quanto você pagaria pelo chiclete mascado de Cauã Reymond? E por uma mecha de cabelo de Che Guevara ou um copo de mate vazio bebido por Tom Cruise? Talvez você queira então um lenço de papel assoado por Scarlett Johansson? Que tal uma garrafa que contém o ar respirado por Madonna?
Não, não é piada. Todos esses "ítens" foram vendidos ao longo dos anos, seja pela internet ou por leilões. Para você ter uma ideia, o chiclete mascado de Cauã foi comprado por R$349. Achou caro? O mate de Cruise foi comprado por um brasileiro por R$5 mil. O ranho de Scarlett custou US$ 5,3 mil. A mecha do Guevara não saiu por menos de US$100 mil. Mas, pra mim, o mais impressionante foi o ar de Madonna curtar mais de US$100 dólares.
Qual a utilidade de todas essas coisas? Imagine a conversa:
- Eu sou o maior fã que Scarlett Jphansson tem no mundo!
- Não, eu é que sou!
- Mas eu tenho o ranho que ela assoou! Você tem algum? Tem?
Em que essas pessoas pensam? "Eu não posso ter uma namorada como a de Cauã Reymond, mas pelo menos consegui o seu chiclete!"? Ou "Eu não posso sequestrar a Madonna, mas pelo menos sequestrei o ar que ela respirou!"? Ou ainda "Usarei o dinheiro sujo destes porcos capitalistas para comprar a mecha de Guevara!"?
Em que elas pensam eu realmente não sei... mas estou pensando comigo mesmo: quanto será que eles pagariam pra pegarem uma gripe de Angelina Jolie? E pelo catarro de Hugh Jackman? A cutícula da unha de Lady Gaga deve custar uma fortuna! Qual será o valor de um dos pentelhos de Madonna? Prefiro nem pensar! Ah, estou vendendo um de meus cílios. Lance inicial de R$0,50. Quem quer comprar?
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Opinião às 14:50 1 Comentários
Penso, Logo Tenho Preconceito
Vivemos em um mundo de inclusão e, por isso mesmo, em um mundo cada vez mais padronizado. Vestimos as mesmas roupas, compramos os mesmo produtos, nos relacionamos com o mundo através da internet.
Toda e qualquer forma de preconceito é moralmente criticada pela sociedade. Porém, há algumas décadas, essa mesma sociedade que, hoje, condena atitudes preconceituosas, promovia - e promove em muitos lugares - guerras contra etnias, raças e grupos com opiniões divergentes. Será mesmo que fomos capazes, em tão pouco tempo, de mudar-nos de tal forma?
O preconceito está presente nas piadas que fazemos, na exclusão de pessoas obesas e deficientes, nas brigas burras entre torcidas nos estádios. Isso sem citar o racismo, homossexualismo, extremismo religioso, xenofobia... não aprendemos ainda a conviver com pessoas diferentes de nós. E, mesmo que aprendessemos, ainda assim ele estaria presente em nossas atitudes e pensamentos.
Ora, vamos deixar o moralismo de lado e reflita comigo: todo ser pensante é um ser preconceituoso. "Não julgue para não ser julgado" é um dos ditados populares mais imbecis que já ouvi. Nós julgamos e somos julgados a todo momento. E isso é bom! Mostra que temos opinião e criticidade. O que não pode nunca ocorrer é que este pré-conceito nos cegue e nos impeça de ser surpreendido pelas pessoas.
Agora, pare e reflita: você também não é uma pessoa preconceituosa?
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Opinião às 22:59 2 Comentários
Eu Não Acredito no Céu
Eu não acredito no céu, da mesma forma que não acredito no inferno.
Mercantilizaram o céu. Latifundiaram o céu. Seu terreno já tem até preço. São vendidos tijolos físicos, como se o céu fosse físico de alguma forma, e como se no céu fosse preciso morar em casas.
Mas há outros motivos para eu não acreditar nele. Eu não quero acreditar. Acho que é um pensamento muito egoísta.
"Faça o bem, sem olhar à quem... mas no final você vai pro céu."
Acho que pra ser uma pessoa correta não é preciso ter uma recompensa no final. As pessoas tem que ser corretas simplesmente porque isso é o certo a ser feito. Pra mim, a noção que temos de céu e inferno soa meio hipócrita.
E o céu, caso realmente exista, seria o que chamamos de utopia. E não existe coisa mais chata que a utopia. Eu não quero viver num lugar onde tudo é sereno e perfeito. A seneridade e a perfeição acomoda. Lenine diz em uma de suas músicas que gosta do inacabado, do imperfeito e do estragado. A imperfeição é que nos faz superar os desafios.
O importante é vivermos plenamente essa vida... pois tanto o céu quanto o inferno, se existirem, devem ser bem mais chatos que aqui!
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Opinião às 21:59 0 Comentários
Um Ano de Blog!
O Blog do Dan acaba de completar 1 ano de vida, e, com toda a humildade que me é característica, eu posso afirmar que tenho muito orgulho dessa minha criação :P
Neste primeiro ano, dei minha opinião sobre temas importantes como cigarro e maconha, temas polêmicos como a lavagem de dinheiro da Igreja Universal e situações engraçadas como a sapatada de Bush. Também fiz postagens sobre situações pessoais e do meu cotidiano, "contratei" o Bob Rabisco para repórter do Blog e criei um quadro de entrevistas ao estilo de Irritando Fernanda Young, além de pitadas de crítica, humor, ironia e provocação.
Em resumo, o slogan "Um pouco de muita coisa... muita coisa de coisa nenhuma..." realmente sintetisa o que o Blog do Dan é: vários temas e pouca profundidade. E isso não é nem de perto uma coisa ruim. Ser profundo significa se prender à um único tema, e isso não é, nem de longe, a intenção deste blog.
Obviamente não são apenas méritos meus. Várias pessoas me ajudaram muito ao longo destes 365 dias. Quero agradecer ao Éder, Caio, Ana Paula, Raphael e Camilla; à todas as quase 7000 pessoas que visitaram o blog (se bem que metade das visitas possivelmente foram minhas haha) e à todas as pessoas que esqueci de agradecer, pois realmente são muitas!
Vida longa ao Blog do Dan!
Obs - Será que eu me achei nessa postagem?
Escrito por Dan Pessôa Marcador: Datas às 10:58 2 Comentários
